Como uma carga elétrica puntiforme fixa origina, no espaço que a envolve, um campo elétrico. A cada ponto P do campo, associou-se um vetor campo elétrico E. Analogamente, a cada ponto de um campo magnético, associaremos um vetor B, denominado vetor de indução magnética ou, simplesmente, vetor campo magnético.
Acima, linhas de indução(toda linha que, em cada ponto, é tangente ao vetor B) de um imã em forma de barra. Note como as linhas saem do polo norte e chegam ao polo sul.
Uma agulha magnética, colocada em um ponto desta região,
orienta-se na direção do vetor B, o pólo Norte da agulha aponta no sentido de
B. A agulha magnética serve como elemento de prova da existência do campo
magnético num ponto.
Suspendendo-se uma agulha magnética de tal modo que possa
girar livremente, ela se orienta em uma direção perfeitamente determinada. Esse
comportamento leva-nos a admitir a existência do campo magnético terrestre. As
determinações co campo magnético da Terra mostraram que este é muito semelhante
ao campo magnético originado por uma espira circular percorrida com uma
corrente muito intensa.
Perceba que o pólo sul próximo ao Norte geográfico e o pólo norte próximo ao sul geográfico.
A região no espaço pela qual o campo magnético terrestre se
estende recebe o nome de magnetosfera. Ela é muito importante para os seres
vivos que aqui habitam, pois nos protege da radiação cósmica emitida pelo sol,
que possivelmente geraria uma série de doenças em massa na população e tornaria
a Terra inabitável devido à elevada temperatura.
O campo magnético da Terra certamente não é gerado por um
grande imã existente no interior, pois a alta temperatura dessa região
desagregaria seus domínios magnéticos. Acredita-se que o campo magnético de um
astro seja geado por correntes elétricas existentes em seu núcleo líquido.
Para isso, um astro tem que possuir um núcleo líquido e realizar
um movimento de rotação. Na Lua, por exemplo, que não possui núcleo líquido, não
existe campo magnético. O planeta Vênus tem dimensões comparáveis com a da
Terra e possui núcleo líquido, mas seu campo magnético é menos intenso que o da
Terra, por rotar com velocidade angular menor que a do nosso planeta.




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